golfinhos-foto-de-portal-mundo-dos-animaisOs golfinhos, aqueles mamíferos marinhos inteligentes, divertidos e curiosos que todo mundo ama, não só são os preferidos de todo mundo: eles também têm “super-poderes”. Se pensarmos bem, é bastante compreensível, considerando o ambiente hostil em que eles evoluíram. Veja aqui algumas das habilidades que permitem que estes adoráveis mamíferos sobrevivam nos oceanos.

Insônia

Cientistas que testaram estes mamíferos por cinco dias descobriram que as reações deles não ficaram mais lentas, e testes de sangue não mostraram sinais de estresse ou falta de sono. Além disso, outro teste mostrou que eles são capazes de usar o sonar por 15 dias direto, sem perda de precisão. De uma certa maneira, enquanto uma metade do cérebro dos golfinhos dorme, a outra assume todas as funções. É quase com se eles tivessem dois cérebros

Visão

Os golfinhos contam com um sofisticado sentido de visão — de fato, melhor que o nosso. Para começar, seu ângulo de visão é de 300 graus, pois os olhos estão bem separados, um de cada lado da cabeça. Isto permite que eles vejam atrás de si mesmos.

Cada olho pode se mover independentemente, o que permite que eles examinem duas direções diferentes ao mesmo tempo. Com uma camada de células refletoras atrás da retina, chamada tapetem lucidem, os golfinhos veem excepcionalmente bem mesmo com pouca luz. E, como se não bastasse tudo isso, eles também conseguem ver fora da água tão bem quanto debaixo da água

Pelé

A pelé dos golfinhos é incrível: em um ambiente cheio de cracas e mexilhões que grudam em baleias e peixes, eles (e as orcas) sempre têm a pelé limpa e lisinha – e esta é só uma das vantagens conferidas a eles pela pelé. Mesmo não sendo uma epiderme mais forte que a nossa, ela é 10 a 20 vezes mais espessa que a de qualquer animal terrestre, e cresce 9 vezes mais rápido (uma camada inteira é substituída a cada duas horas), o que é importante para manter a pelé suave, sedosa e hidrodinâmica.

Além disso, a pelé contém rugas microscópicas que permitem nadar rápido e evitam que os parasitas consigam se fixar. Porém, o segredo maior é um gel especial que resiste ao muco dos mexilhões. De uma certa forma, é como estar sempre coberto de solvente de cola. Também não podemos nos esquecer das enzimas que se escondem na gordura do golfinho e que atacam os parasitas

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Respiração

Para conseguir segurar o fôlego por 12 minutos e mergulhar até 550 metros, os golfinhos têm que contar com pulmões incríveis. Eles não são muito maiores que os pulmões humanos, mas são extremamente eficientes. Por exemplo, a cada respirada, nós trocamos cerca de 17% do ar dos nossos pulmões, enquanto os golfinhos conseguem renovar 80%. O sangue e os músculos deles conseguem, ainda, armazenar e transportar mais oxigênio (em parte graças a uma quantidade maior de hemácias, que por sua vez têm concentrações maiores de hemoglobina que as nossas).

Mas só isso não explica como eles conseguem ficar sem respirar por tanto tempo e mergulhar tão fundo: a razão é que eles conseguem restringir a circulação do sangue apenas aos órgãos mais importantes quando necessário

Cura e cicatrização

A capacidade de cura dos golfinhos parece coisa de ficção: já foram encontrados golfinhos sobreviventes de ferimentos do tamanho de bolas de basquete, e os tecidos se regeneram em questão de poucas semanas, fazendo com que eles voltem à antiga forma, em vez de ficar com uma cicatriz profunda — eles não apenas se curam, mas se regeneram (quase como o Wolverine). Sua capacidade regenerativa já foi comparada à de fetos dentro do útero.

E não só a capacidade de regeneração é fantástica: eles também não têm hemorragias graves. Se um de nós perdesse uma parte da carne, provavelmente morreria de hemorragia, mas os golfinhos parecem usar os mesmos mecanismos que lhes permitem mergulhar a grandes profundidades para contrair os vasos sanguíneos e interromper a perda de sangue.

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