Pesca Predatória: Até quando?

 

 

A pesca predatória é assunto sério!

O Pesca Alternativa levanta a bandeira do Pesque e Solte e busca conscientizar os pescadores através das nossas produções audiovisuais.

Ainda hoje, muito pescadores praticam a prática predatória, que além de não contribuir para a propagação das espécies, gera muitos outros problemas em escala ainda maiores.

O pesque-e-solte é adotado fundamentalmente quando se quer garantir a diversão da pescaria, com vantagens econômicas e ecológicas, com a manutenção de um ambiente equilibrado.

 

Leia abaixo o ótimo artigo do Eduardo Araia sobre a temática:

 

FILIPINO FISHERMEN COMPRESSOR DIVINGQuando o assunto é pesca além da conta, o Golfo Pérsico representa um desafio e tanto para a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO). Para começar, o Irã, dono do maior litoral da região, não informa à agência sua produção pesqueira. Em 2013, imagens do Google Earth abriram uma brecha no nevoeiro: analisando-as, os biólogos marinhos Dalal Al-Abdulrazzak e Daniel Pauly, da Universidade da Colúmbia Britânica (Canadá), concluíram que o país dos aiatolás produz 12 mil toneladas de pescado por ano, graças sobretudo a 728 grandes barreiras visíveis nas fotos.

Mais importante do que isso, porém, foi o cálculo do total pescado na área. Em 2005, foram 31.433 toneladas – seis vezes o que os países do Golfo haviam informado à FAO. “Nossos resultados documentam a falta de confiabilidade da coleta de informações originárias do Golfo Pérsico, uma pequena parte de um problema de desinformação global”, afirmam Dalal e Pauly em artigo publicado em novembro de 2013 no ICES Journal of Marine Science.

A frase resume o frágil compromisso da maioria dos governos e da indústria pesqueira do mundo com a prática da pesca sustentável. Para muitos, os oceanos ainda são uma fonte inesgotável de peixes sem dono e, portanto, não exigem atenção.

Fotos_1Até os anos 1990, a pesca em mar aberto se expandia continuamente. De 5 milhões de toneladas capturadas em 1900, o total saltou para 90 milhões em 1990

“Estimativas apontam que cerca de 70% de todos os estoques de peixes marinhos estão sendo explorados de forma insustentável”, diz Tito Lotufo, professor do Instituto de Ciências do Mar da Universidade Federal do Ceará. “Muitos estoques já colapsaram e os grandes predadores, essenciais ao funcionamento dos ecossistemas marinhos, são os que estão em situação mais crítica. Para alguns especialistas, a situação tem melhorado no mundo, a partir de estatísticas da FAO, por exemplo, mas isso não é consenso. Por outro lado, tais estatísticas são deficientes, pois não conseguem medir o que acontece nos países menos desenvolvidos, de forma que não temos ainda uma noção adequada da situação em termos mundiais. Ao seguirmos nessa direção, certamente teremos problemas graves.”

Devolver aos peixes marinhos condições de crescer sustentavelmente é o desafio dos governos e do setor pesqueiro. Sem resolvê-lo, seremos cada vez mais reféns da produtividade das fazendas de pescado, a aquicultura, uma prática polêmica pelo impacto ambiental que gera.

 

3 pensamentos sobre “Pesca Predatória: Até quando?

  1. Pedro diz:

    E um assunto que não suportu mais,as atitudes do ser humano é no trânsito e no trabalho, na natureza a onde tem mais de 1 tem confusão, tem alguém querendo tirar proveito .vejo que existe dois lados o homem bom e o ruim.

  2. Jorge diz:

    Pesca de Camarão no mar é predatória e ninguém fala nada. Pesca submarina com instrumentos e aparelhagens de mergulho é outra modalidade predatória. Pesca da baleia é outra forma predatória. Parece absurdo o que vou citar : O aqumento dos impostos,(ipva, iptu, iss, icms, água, energia sem falar que a madeira da amazonia continua deixando o país bem como o ferro de carajás que sai barato para o Japão a preço de banana podre. ESSA É UMA CAMPANHA DIFÍCIL DE PEGAR, podemos até tentar. Vai que dá certo.

  3. Marcio Hayrton Ribeiro diz:

    Como o Sr. Jorge comentou da pesca do camarão, moro no litoral (Pontal do Paraná), e conheço isto aqui a mais de 30 anos,naquele tempo pescavamos com caniço na altura do juelho e sempre pegavamos robalos bonitos acima de quilos, hoje fico na praia a manhã toda par pegar de vez em quando uma betara ou nada. Os pescadores que moram na beira da praia (restiga) acham que toda a praia é deles, como por rede de pesca para tainha na rebentação, eu ja os avisei, se eu vir uma destas eu chamo os homens. Quanto a pesca do camarão tem um perioldo em que eles recebem para não pegar, saem de madrugada e por volta de 8,30 ou 9 horas estão de volta, a fiscalização passa por aqui por volta de 10,30 e não pega ninguem. Deixo o meu protesto aqui também. um abraço.

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