Quais são as espécies mais ameaçadas de extinção no Brasil?

Tubarão-baleia. Foto: David Valencia
Tubarão-baleia. Foto: David Valencia

O número de animais ameaçados em extinção vem crescendo consideravelmente nos últimos anos em todo o mundo. No Brasil, onde se encontra a maior biodiversade do planeta, não é diferente. As populações diminuem ano após ano e a lista vermelha aumenta. Parte fundamental no ecossistema, os peixes correm sérios riscos. Estima-se que, atualmente, mais de 240 espécies e subespécies de peixes e invertebrados estejam ameaçadas de extinção. Dessas, 41 espécies estão em estado crítico. Os números englobam, ainda, os tubarões: das 88 espécies de tubarões brasileiros, 12 estão na lista de espécies ameaçadas de extinção

Dentre as causas do problema está a perda do habitat devido a ações humanas, principalmente em regiões como a Mata Atlântica e estados litorâneos. Isso porque, com o passar dos anos, intensificaram-se as construções de imóveis e rodovias.

Dos animais, algumas das espécies são:

  • Carcharhinus porosus – Tubarão azeiteiro;
  • Carcharhinus signatus – Tubarão toninha;
  • Carcharodon carcharias – Tubarão-branco;
  • Devil Shark – Tubarão-sem-dentes;
  • Galeorhinus galeus – Cação bico de cristal;
  • Mustelus schimitti – Cação bico doce;
  • Squatina guggenheim – Cação anjo;
  • Sardinella brasiliensis – Sardinha;
  • Rhincodon typus – Tubarão Baleia.

Medidas já foram tomadas, mas os problemas ainda são grandes

img330Além da perda de habitat, muitos peixes e tubarões são utilizados na alimentação humana. Apesar de ações governamentais que proíbem a pesca de determinadas espécies e em determinadas épocas, ainda é possível encontrar peixes ameaçados em comércios.

Neste sentido, em 2013, a Fundação SOS Mata Atlântica, por meio do Programa Costa Atlântica, realizou um levantamento em feiras-livres, grandes supermercados e peixarias da cidade de São Paulo entre os meses de abril e maio. O objetivo era identificar quais espécies, entre peixes, moluscos e crustáceos, poderiam ser encontrados e se o período de “defeso” determinado por lei era respeitado.

O resultado obtido surpreendeu. Foram 34 barracas foram visitadas, 22 supermercados e 10 peixarias. Na primeira parte, em um total de 52 espécies diferentes, a sardinha estava presente em 100% das barracas e o cação em 97%.

A pesquisa revela um problema já conhecido de muitos especialistas: a dificuldade em controlar o período de defesa e a venda, já que muitas vezes os animais são expostos em “filets”. Para isso, é preciso apostar em educação ambiental e em uma fiscalização mais forte, bem como em políticas mais efetivas. Quem sabe, assim, mais peixes podem se salvar.

 

 

 

Um pensamento sobre “Quais são as espécies mais ameaçadas de extinção no Brasil?

  1. Cleyton Perez diz:

    Sempre o ser humano intervindo no bem natural e infelizmente todos pagam pela ganância e o descaso das autoridades que por vezes ficam de mãos atadas ou pela falta de verba ou por interesses excusos que tem maior influência por cima delas

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