Não costumo falar do modo como pesco em meus posts, até porque cada um tem seu jeito de fazer sua pesca favorita, porém desta vez talvez eu ajude alguém a fazer uma pescaria mais agradável de Tucunarés. Essa espécie que vocês estão vendo nas fotos é a espécie Cichla kelberi segundo Biólogos, típica da região do sudeste paulista, essas especificamente foram capturadas e soltas na cidade de Americana-SP.

Minha vontade de fisgar um Tucunaré ia além da televisão e dos programas com grandes pescadores desta espécie. Devido a esta vontade resolvi estudar um pouco sobre como capturá-lo. Entrei em sites, assisti muitos programas, comprei iscas artificiais e fui tentar fisgar esses animais em pesqueiros, represas e lagos para registrar o momento. Acreditem, não consegui nem na isca artificial, muito menos na natural, e lá vai eu estudar:

1 – Primeiro de tudo, estude o ambiente e as condições climáticas;

2 – Procure saber a profundidade do ponto de pesca do local;

3 – O tipo de estrutura que tem nas profundidades do lugar que você vai;

4 – A isca que o Tucunaré está acostumado a comer;

5 – IMPORTANTE, o tamanho do peixe do local;

Parece muita coisa para uma só pescaria né? Mas se você quer fazer sucesso as dicas acima são muito importantes:

1 – Sabendo as condições climáticas fica mais fácil fazer uma pesca segura, onde você pode usar um equipamento adequado, uma carretilha com um vento contra talvez torne sua pescaria irritante devido as cabeleiras. Já o estudo do ambiente te ajuda na escolha de uma possível embarcação, caiaque, barco com motor mais potente ou não, entre outras opções;

2 – Saber a profundidade do local é importante para conseguir escolher uma isca legal, talvez um lugar mais fundo, iscas de superfície não te ajude muito, já uma isca de barbela longa ou apenas meia água possa tornar sua pescaria bem agradável, já que são iscas que chegam à uma profundidade legal, assim como o famoso Jig, muito utilizado pelos grandes pescadores esportivos;

3 – O tipo de estrutura nas profundidades também te ajuda na escolha do material, seja linha, líder ou iscas naturais e artificiais;

4 – Saber o que o peixe come é importante porque talvez ele está acostumado com Lambari por exemplo, aí seria de bom grado escolher uma isca parecida, como em agua doce também existem camarões, uma isca soft seria interessante para atrair um belo “Tucuna”;

5 – O tamanho do peixe é importante.Na represa em que costumo pescar, estava levando no início iscas de 9 a 11 centímetros e não estava surtindo efeitos, mudei então para iscas de 5 a 7 centímetros e as ações melhoraram consideravelmente, como vocês podem observar nas imagens;

Como disse no início, são dicas de quem ainda é um aprendiz na arte de fisgar este peixe, porém, mesmo com minha curta experiência nesta modalidade acredito que tenha serventia para os iniciantes.

Relação de iscas que costumo pescar (não citarei marcas por motivos óbvios)

1 – Iscas de superfície, as famosas Zaras e Poppers de 7 cm;

2 – Iscas de semi-superfície de 5 ou 7 cm;

3 – Iscas de meia água de preferência branca com cabeça vermelha ou cor osso;

4 – Spiners de cores cítricas, dou preferência para os menores;

Observação: Nunca utilizei até o momento iscas softs (aquelas de silicone que imitam Lambari ou Camarão) mas ouço falar muito bem delas;

Espero que gostem dessas dicas. Não se esqueçam de pescar e soltar, acreditem, essa atitude pode salvar as espécies de peixes em pouco tempo. Recentemente o estado de Goiás-GO aprovou cota zero para os Tucunarés, atitude de fundamental importância e que dentro de pouco tempo (alguns anos biologicamente falando) as espécies estarão dando um show vida e esportividade aos amantes da pesca esportiva.

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2 thoughts on “Dicas pessoais de como pescar tucunaré em represas do interior

  1. Fernando Henrique Gaffo says:

    É por aí mesmo! Esse final de semana fui para Teodoro Sampaio e iscas grandes não renderam! Iscas menores mataram a pau… Ainda bem que a pescaria não é uma ciência exata!

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