José Maria Tomazela, O Estado de S.Paulo

SOROCABA – Durante cinco anos, a partir desta sexta-feira, 11, fica proibida a pesca e comercialização do peixe dourado, um dos mais nobres espécimes da fauna aquática brasileira, nos rios do Estado de  cause essays topics essay bank robbery creative writing https://scottsdaleartschool.org/checker/structure-dissertation-argumentative/33/ follow https://elkhartcivictheatre.org/proposal/dare-essay-rules/3/ enter site think health not drugs essay watch research paper native american essay about responsibility of a responsible person why mba essay essay english rabbit essay on social problems of teenagers https://sanctuaryforest.org/prompts/essay-about-the-book-of-mice-and-men/19/ follow link https://eagfwc.org/men/si-duhet-te-perdoret-viagra/100/ source url free essays on jogging con que frecuencia se puede usar viagra order metronidazole 500 mg https://smartfin.org/science/cipro-long-qt/12/ easy bus oxford to stansted https://caberfaepeaks.com/school/cheap-research-paper-writing-service/27/ enter site ideas for research papers for history example poetry thesis statement source site watch exchange club essay source link gibbs model of reflective essay evapotranspiration thesis Mato Grosso do Sul. A proibição inclui transporte, processamento e industrialização do peixe, sujeitando os infratores a multas a partir de R$ 2,7 mil, até R$ 27 mil. A lei, sancionada pelo governador Reinaldo Azambuja (PSDB), foi publicada no Diário Oficial do Estado desta sexta.

A proibição não afeta a captura na modalidade pesque-solte, para o consumo dos pescadores profissionais e os exemplares criados em cativeiro. A medida já é adotada desde 2011 em Corumbá, um dos principais centros pesqueiros do Estado, e atende a pleito de ambientalistas e do setor turístico visando à preservação da espécie. Nos rios desse município, a pesca amadora só é admitida na modalidade pesque-solte e a população da espécie já aumentou.

Lei proíbe pesca de dourado por cinco anos em Mato Grosso do Sul

Dourado já foi muito abundante em rios brasileiros  Foto: José Patrício/Estadão

Para o biólogo Thomaz Lipparelli, consultor ambiental e especialista em fauna ictiológica, a regra beneficia o meio ambiente sem prejudicar o turismo. “Preserva a pesca com o verdadeiro espírito esportivo, ao mesmo tempo em que garante a reposição dos estoques pesqueiros, especialmente dessa espécie, muito cobiçada pelos pescadores.”

O diretor de relações institucionais do Instituto Homem Pantaneiro (IHP), Angelo Rabelo, acredita ser um primeiro passo para a proibição da captura de todas as espécies na modalidade pesca amadora, já adotada em outros países, como Paraguai e Argentina.

A proibição deve atingir cerca de 80 mil pescadores do Estado de São Paulo, que se deslocam anualmente aos rios do Pantanal. Um dos principais berçários da fauna aquática do país, a região enfrenta escassez de algumas espécies de peixes, especialmente o dourado. Conforme Lipparelli, a natureza não consegue recompor na mesma proporção os peixes que são retirados de seus rios. A fiscalização do defeso (proibição da pesca) será feita pelo Instituto do Meio Ambiente do Mato Grosso (Imasul). Durante o período, serão observados os comportamentos de reprodução do dourado.

O dourado (Salminus brasiliensis) é encontrado também na Bacia do Prata e em alguns rios da bacia do Amazonas no Peru, mas já foi muito abundante em rios brasileiros, principalmente nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, inclusive nas bacias do Paraná e do Tietê. Pela carne saborosa e pela bravura e resistência quando fisgado, tornou-se muito cobiçado pelos pescadores. O espécime pode atingir até 25 quilos e sua principal característica é a coloração amarelo-ouro que lhe deu o nome.

Deixe uma resposta