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Pesquisa aponta que desmatamento está reduzindo o tamanho dos peixes na Amazônia. Foto: Divulgação/Instituto da Pesca de São Paulo

O desmatamento na Amazônia está provocando a redução do tamanho de espécies de peixes na região. A constatação é de uma pesquisa desenvolvida no Instituto de Biociências (IB), da Universidade de São Paulo (USP). Esta é a primeira vez que pesquisadores brasileiros conseguem relacionar o desmatamento a diminuição do tamanho de peixes. A pesquisa é do ecólogo, Paulo Ricardo Ilha Jiquiriçá

Areas agrícolas

 Nas propriedades agrícolas observadas na pesquisa é comum a degradação das matas ciliares e a construção de barragens que represam trechos dos riachos, seja para armazenar água para o gado ou para abastecer pequenas hidrelétricas.
O ecólogo conta que a região já conta com mais de dez mil pequenas barragens. Os cursos d’água avaliados no estudo estão nas cabeceiras de rios afluentes que formam o rio Xingu (rios Tanguro e Darro), no centro-leste do Mato Grosso. A região é uma das maiores produtoras de soja do País e está localizada no arco do desmatamento amazônico.
Jiquiriçá coletou quase 4 mil peixes de 36 espécies diferentes na região de Canarana, no Mato Grosso, cidade conhecida como ‘Portal do Xingu’.

Redução de peso

Diversas alterações na fauna de peixes foram observadas nos riachos em áreas agrícolas e relacionadas a alterações ambientais. Jiquiriçá cita como exemplo uma espécie de rivulídeo, parente dos “killifishes” de aquário, que mede menos de 4 cm e aumentou em abundância nos riachos agrícolas. “Isso ocorreu devido as alterações das características naturais dos riachos. Após o desmatamento, as margens desses córregos são invadidas por gramíneas (Brachiarias) que reduzem a profundidade e criam um ambiente onde os predadores dos rivulídeos não conseguem alcançá-los, o que permite sua proliferação”, conta.
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